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Campanha Agosto Lilás incentiva luta contínua contra a violência doméstica

Por Sabryne Almeida | 03 ago 2026
Brasília - Maria da Penha Maia Fernandes, durante sessão solene para celebrar os dez anos da Lei Maria da Penha, criada para coibir a violência contra a mulher (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha completa 20 anos em 2026. A norma em si foi um avanço na luta contra a violência doméstica, mas há muito ainda a evoluir, o que exige uma vigilância permanente para que as mulheres possam ter a sua integridade protegida.

Para fortalecer a luta e conscientização pelo fim da violência contra a mulher, o governo federal criou a campanha Agosto Lilás, instituída pela lei 14.448/2022. A partir de então, ela é celebrada em agosto, mês de aniversário da Lei que mudou a história da luta das mulheres pelo direito de viver. A campanha visa ampliar a conscientização sobre as mais diversas formas de violência, que vai para além da agressão. Durante o período, são promovidas ações sobre os mais diversos tipos de violência: psicológica, sexual, moral, patrimonial e física.

Apesar das múltiplas conquistas, os números trazem realidades preocupantes. Em 2025, o Brasil registrou 4 crimes de feminicídio por dia. Foram também 77 assassinatos de mulheres trans e travestis, numa média de 6 a 7 casos por mês. Mais de um quarto das brasileiras, cerca de 23,6 milhões de mulheres, foram afetadas pela violência doméstica e familiar em algum momento da vida. Já a violência cibernética atingiu cerca de 8,8 milhões de mulheres nos últimos 12 meses, de acordo com dados extraídos da Agência Patrícia Galvão.

Diante dessas estatísticas, é importante estar atenta aos detalhes. A violência contra a mulher é muito mais comum do que se imagina. Se você notar que alguém próximo passou a se isolar dos amigos e da família, está apresentando marcas físicas (hematomas, queimaduras), com medo excessivo do parceiro e surgiu com justificativas constantes para faltas no trabalho ou estudos, não se cale. Oferecer apoio e incentivar a denúncia é um dos papéis que a sociedade pode exercer como parte de sua responsabilidade.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #13