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Jornada Nacional de Debate no Dieese aponta a importância do avanço da justiça tributária

Por Bianca Silva | 07 ago 2025

Nesta quinta-feira, 7, diversas entidades sindicais se reuniram no auditório do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) para debater sobre a importância da reforma tributária. O encontro faz parte da Jornada Nacional de Debates que teve início em abril deste ano e percorre o Brasil inteiro. O Sindicato esteve entre os presentes.

No primeiro momento, participaram da mesa representantes de diferentes centrais sindicais, entre elas, a Força Sindical, CSB, CTB, NCST, CUT e Intersindical, além do presidente do Dieese, José Gonzaga, que destacou a importância de levar esse debate para as bases e de pressionar o Congresso.

“Estamos em uma luta de diálogo com o governo, nós precisamos estar presentes neste debate junto com a sociedade”, destacou Gonzaga.

Composição da mesa de abertura

A diretora-técnica do Dieese, Adriana Marcolino, compartilhou dados alarmantes sobre a concentração de renda. Entre eles, a divulgação feita pelo Banco Mundial: se a taxa de crescimento atual continuar e a desigualdade não diminuir, será necessário mais de um século para acabar com a pobreza.

Quando falamos de Brasil, o choque continua. Segundo o Relatório Global de Riqueza 2025, o Brasil é o país com mais milionários da América Latina e o mais desigual. Dentre 176 países, o nosso país é o 13° pior em concentração de renda.

“A gente precisa se conscientizar e se mobilizar, a proposta de isentar o imposto de renda para ganha até R$ 5 mil e de taxar em até 10% os super-ricos é o começo da justiça social”, defendeu Adriana.

Adriana Marcolino fala sobre a reforma no Imposto de Renda

Medida Provisória – Em maio o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, editou a MP (Medida Provisória) que isenta quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036,00). Nesta quinta, 7, o texto foi aprovado pelo Senado e segue para sanção presidencial.

Agora, o foco é que Projeto de Lei 1087/2025, que amplia a isenção para quem ganha até R$ 5 mil seja votado e aprovado pelo Congresso. “Mesmo que a gente taxe os super-ricos, eles continuaram com uma grande concentração de suas riquezas, mas é um ponto inicial para trabalharmos a justiça social”, avalia Adriana.

Victor Pagani, fala sobre o Plebiscito Popular

Ao final do encontro, o diretor de relações sindicais, Victor Pagani, reforçou a importância da divulgação e da participação da sociedade no Plebiscito Popular 2025 por um Brasil Mais Justo, que discute estes dois eixos: a ampliação da isenção e a taxação.

“Temos até setembro para mobilizar as pessoas para participarem do Plebiscito, apresentarmos um número expressivo e mostrar para o governo e o Congresso que nós queremos justiça tributária”, enfatizou Victor.

 

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