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EDIÇÃO # 39
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Esperança e resistência em 2018

Por Mamuths | 22 jan 2018
O ano de 2017 termina com um saldo de muito re- trocesso para os direitos da classe trabalhadora: refor- ma trabalhista,
lei da tercei- rizaçào, arrocho sobre Saú- de e Educação, privatização do património nacional e ainda, para fechar o ano,
o governo pode encaminhar a votação da reforma da Previdência. Somado a isso, temos o aumento da concen- traçdo de renda,
do trabalho escravo e infantil O resulta- do do golpe nao poderia ser mais desastroso para nós. Mas nenhum desses ata- ques
aconteceu sem que houvesse resistência da classe trabalhadora. Foi um ano de intensa movimenta- çao, dentro efora dos locais
de trabalho. Na nossa base, o Sindicato foi muito pre- sente nas portas de fábrica, alertando sobre as amea- ças, esclarecendo
quanto aos riscos e a necessidade de fortalecimento da luta. Junto a outras entidades, fi- zemos fortes manifestações, incluindo
a Marcha à Brasí- lia e a Greve Geral. O ano de 2018 será de ainda mais acirramento da luta de classes. A perspecti- va é
que a pressao empresa- rial para aplicar a reforma trabalhista irá colocar a vida do trabalhador brasi- leiro de cabeça para
baixo, com trabalho intermitente, terceirizaçào, obstáculos ao questionamento na Justiça do Trabalho e com a tentati- va
de enfraquecer e afastar o movimento sindical dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, 2018 nos reserva a fundamental oportunidade
de mudar os rumos da nossa política, com as eleições para pre- sidente, deputados e sena- dores. Vamos ter de nos colocar
de forma atenta e comparar discursos e prá- ticas, priorizar candidatos que se colocaram contra a retirada de direitos, que votaram contra

a reforma trabalhista, a lei da tercei- rizaçao, a reforma da Pre- vidência. O espaço da politi- ca precisa ser ocupado por
pessoas que mereçam nos- sa confiança e que tenham compromisso com políticas que promovam a igualdade e a reversão do quadro
de retirada de direitos instala- do em 2017. Teremos de construir a resistência e a esperança. Resistência também dentro
das fábricas para combater a aplicaçào da reforma tra- balhista. Para isso, temos uma arma fundamental, também garantida
com a luta, que é a nossa Conven- çao Coletiva, que foi reno- vada na Campanha Salarial e que também inclui salva- guardas
contra a reforma trabalhista. Mas, não pode- mos baixar a guarda. Esteja vigilante e se organize com o Sindicato para resistir.
É na resistência que va- mos construir a esperança. E o filósofo Mario Sérgio Cortella define o que é uma esperança ativa:
“aquela que vai buscar”, aquela que orienta, que é corajosa, que não espera. Essa é a nos- sa esperança, porque é de trabalhadores,
e, para nós, a luta é permanente, para transformar e conquistar aquilo que tanto sonhamos e merecemos: Saúde, Edu- cação,
Cultura, Trabalho Decente, um Brasil melhor, Justo, de todos. Desejamos a todos boas festas e um ano novo cheio de Esperança
e Resistência. Diretoria Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Regido