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Fim da escala 6×1 e redução parcial da jornada de trabalho são benéficas para a economia, diz estudo do IPEA

Por Sabryne Almeida | 25 fev 2026

Com o argumento de que o fim da escala 6×1 provocaria um declínio na economia, setores da extrema direita e parte do empresariado têm se posicionado contra a proposta. Mas estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que o impacto para as grandes empresas seria mínimo.

São Paulo (SP), 10/07/2025 - Protesto à atuação do Congresso Nacional na justiça tributária com a taxação dos super ricos, fim da escala 6×1 e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, realizado em frente ao MASP. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Reprodução/Agência Brasil

De acordo com a nota técnica divulgada na última semana, a mudança representaria menos de 1% de aumento nos custos operacionais, sem peso significativo para o setor.  A mobilização pelo fim desta modalidade se tornou prioridade da classe trabalhadora. No ano passado, 2,1 milhões de votos foram coletados no Plebiscito Popular que pediu o fim da escala 6X1, como também da redução da jornada, sem redução salarial e a ampliação do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5 mil. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido publicamente a redução da jornada. Na última segunda-feira, 23, publicou na rede social X que “o mundo do trabalho está em transformação” e citou o filósofo Byung-Chul Han, mencionando a obra Sociedade do Cansaço, que afirma que somos “ao mesmo tempo exploradores e explorados”. Lula acrescentou que “a tecnologia nos permitiu atingir níveis inimagináveis de produtividade. É hora de pensar no bem-estar das pessoas”.

A proposta que visa acabar com a escala 6×1 sustenta que a redução da jornada pode ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, além de estimular a produtividade e contribuir para a geração de empregos.

 

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #03