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Categoria metalúrgica entra em momento decisivo da Campanha Salarial 2026

Por Auris Sousa | 28 out 2026

Em assembleia realizada nesta terça-feira, 27, os 55 sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo aprovaram os próximos passos da Campanha Salarial da categoria. Entre eles, a realização de assembleias por cada sindicato para que os metalúrgicos e metalúrgicas decidam entre acordo ou greve.

Na região, a assembleia vai acontecer em 06 de novembro, uma sexta-feira, a partir das 18h30, na sede do Sindicato. A expectativa é que até esta data tenhamos alguma proposta formalizada pelos grupos patronais.

“Vamos pressionar os patrões para termos uma proposta para ser colocada em votação até dia 06. Será acordo ou greve. Participe, chame o companheiro a companheira”, destacou o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho).

A Força da Mobilização

Durante a assembleia, os dirigentes também debateram a reeleição do presidente Lula, com destaque para a necessidade de manter abertas as negociações com o governo federal e pressionar para que as pautas da classe trabalhadora avancem.

“As ruas mostraram a força por meio das mobilizações e daí aconteceu a grande virada”, enfatizou Eliseu Costa, presidente da Federação.

Outro ponto de atenção na assembleia foi o Congresso Nacional que assume em 2027. Levantamento do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) aponta o fortalecimento das forças conservadoras, cenário que pode impor obstáculos à aprovação de propostas de interesse da classe trabalhadora.

“Temos pautas importantes que devem ser prioridades agora, porque se ficar para o ano que vem, será ainda mais difícil de serem aprovadas”, alerta Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

Mônica Veloso, vice-presidente do Sindicato, destacou que as mobilizações, que aconteceram no segundo turno das eleições, mostraram o potencial e força da luta coletiva.

“Essa energia boa precisa ser realimentada constantemente, para manter a categoria alimentada de informação, de formação e de mobilização. A pauta da classe trabalhadora precisa permanecer na ordem da prioridade”, defendeu.

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