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Osasco vai às ruas em defesa da democracia

Por Auris Sousa | 23 out 2026

Osasco reafirmou sua história de resistência ao ir às ruas nesta quinta-feira, 22, em defesa da democracia. Centenas de pessoas com placas e bandeiras se reuniram em uma das travessas da rua Antônio Agú, no calçadão de Osasco, para defender a democracia, os direitos sociais e a construção de um país mais justo, inclusivo e igualitário.

Com discursos fortes e potentes, lideranças sindicais, políticas e estudantis reafirmaram que a democracia precisa ser defendida todos os dias. “Osasco já virou e no domingo o Brasil vai virar. Eles não sabem com quem mexeram. Mexeram com os trabalhadores, mexeram com a juventude, mexeram com os estudantes. Agora, esses milicianos vão ver o que é bom”, destacou Gilberto Almazan (Ratinho), presidente do Sindicato, ao destacar a importância histórica que Osasco carrega em defesa da democracia.

 
 
 
 
 
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Em 1968, a cidade esteve entre as primeiras que enfrentaram à ditadura militar no Brasil, por meio de uma greve que uniu estudantes, movimentos sociais e operários. A paralisação entrou para a história como símbolo da coragem e resistência da classe trabalhadora diante da repressão. Ficou conhecida como greve da Cobrasma, empresa onde foi tocado o apito para o início da grande paralisação, que se alastrou para outras metalúrgicas.

Igualdade Social

Nesta quinta, a mobilização também deu voz à luta pelos direitos das mulheres, da população negra e da comunidade LGBTQIA+, mostrando que não existe democracia plena sem igualdade, respeito e dignidade para todas as pessoas.

“As mulheres desse país vão votar em quem nos respeita, em quem olha por nós, que reconhece o nosso papel enquanto cidadãs produtivas que também gera a riqueza do nosso país. Somos nós, mulheres, que vamos fazer com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha o seu quarto mandato”, enfatizou Monica Veloso, vice-presidente do Sindicato.

 
 
 
 
 
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O ato contou ainda com o reforço de importantes nomes do campo progressista, como o deputado estadual reeleito Emídio de Souza, João Paulo Cunha, eleito deputado federal por São Paulo, Marina Silva, Simone Tebet, Fernando Haddad e Erika Hilton.

Mobilizações vão definir o futuro

Após criticar a postura de Flávio Bolsonaro no debate da TV Bandeirantes, Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, falou diretamente aos jovens, que têm ocupado as ruas de diversas regiões do pais.

“Sei que vocês estão se mobilizando espontaneamente, sabe por quê? Ninguém tem como atrair a juventude. A juventude é que se atrai. Quando a juventude sente cheiro de vida, sente cheiro de futuro, a juventude vem como enxame de abelha. Mas quando sente cheiro de morte, de falta de futuro, a juventude corre. O Flavio não respeita o futuro, o presente e não honra o passado”, disse.

A ex-ministra Simone Tebet destacou que estamos nas ruas por todos e todas e do lado certo. “Apesar da grande imprensa estar contra nós, apesar de grandes setores do capital estar contra nós, vamos poder dizer um dia aos nossos filhos e netos: nós fomos para as ruas, que nós ganhamos a guerra do mundo digital”.

Fernando Haddad ressaltou a importância das mobilizações. Para ele, a sociedade civil está mudando a realidade eleitoral. “Agora, faltando três dias para as eleições, saiu o empate no Datafolha. Esse empate já é a virada. Significa que avançamos no eleitorado dele”, observou.

Reeleita deputada federal por São Paulo, Erika Hilton foi uma das mais aguardadas da noite. E mandou um recado para toda sociedade: “A gente vai lutar pelos nossos mais velhos, para que não mexam nas aposentadorias. A gente vai lutar pelas pessoas com deficiência, para que não mexam no BPC. A gente vai lutar pela classe trabalhadora. A gente acabou de conquistar uma coisa grandiosa, que é o fim da escala 6×1. E eu jamais tolerarei que o Flavio destrua. Vamos defender as travestis, os homens trans, as drags, as lésbicas, toda população”.

Ao longo do ato, o público manifestou apoio à reeleição do presidente Lula e expressou insatisfação com a candidatura de Flávio Bolsonaro, deixando claro que a população compreende que os projetos para o país são bem distintos. Ao final, os participantes se dispersaram, mas ainda soltando o grito de guerra entalado na garganta: “Olé, olé, olé, olá, Lula lá, Lula lá”.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #19