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Setembro Amarelo reforça a importância de cuidar da saúde mental no trabalho

Por Sabryne Almeida | 01 set 2026

Num movimento que busca valorizar os cuidados com a saúde mental e a prevenção ao suicídio, o mês de setembro é tingido de amarelo para conscientizar sobre a importância de falar sobre o tema e ampliar o acesso à informação. Durante todo o período, diversas ações são realizadas para incentivar a busca por ajuda, fortalecer as redes de apoio e mostrar que ninguém precisa enfrentar momentos de sofrimento emocional sozinho.

A campanha surgiu nos Estados Unidos, com a morte de Mike Emme, um jovem de 17 anos que infelizmente, tirou a própria vida, no ano de 1994. Habilidoso com mecânica, funilaria e pintura de carros, ele havia restaurado um Ford Mustang 68, ao qual pintou de amarelo, o que rendeu a ele o apelido de “Mustang Mike”.

Sua alegria contagiante impediu que seus familiares e amigos percebessem que Mike atravessava um momento difícil, e como na década de 90 falar sobre saúde mental ainda era visto como um tabu, o adolescente passou por sérios problemas psicológicos sem que ninguém percebesse. Em seu velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas e dentro deles tinha a mensagem: se você precisar, peça ajuda.

A iniciativa daqueles que o amavam iniciou uma grande comoção pela prevenção ao suicídio, já que esses cartões chegaram nas mãos de pessoas que necessitavam de apoio. A partir desse momento que o tradicional laço amarelo passou a ser adotado como símbolo da luta.

Nove anos após o falecimento de Mike Emme, a OMS (Organização Mundial da Saúde) instituiu que 10 de setembro passaria a ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. Doze anos depois, em 2015, a campanha Setembro Amarelo foi instaurada no Brasil, num esforço em conjunto do CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Falar sobre prevenção ao suicídio também significa olhar para os espaços onde as pessoas passam grande parte de suas vidas, como o ambiente de trabalho. Nesse contexto, o assédio moral merece atenção: práticas abusivas, humilhações, constrangimentos e cobranças excessivas podem afetar a saúde mental e gerar situações de sofrimento. Combater essas condutas e criar ambientes de trabalho baseados no respeito e na dignidade é, portanto, parte importante da promoção da saúde dos trabalhadores.

Se uma pessoa próxima se sentir à vontade para compartilhar seus sentimentos, não ignore. Ao ouvir falas recorrentes sobre morte, suicídio ou sentimentos de querer desaparecer, além de demonstrar expressões frequentes de desesperança, tristeza profunda ou sensação de inutilidade, mudança repentina de comportamento, como retraimento social ou isolamento, expressões frequentes de desesperança, tristeza profunda ou sensação de inutilidade, perda de interesse em atividades que antes traziam prazer, alteração nos padrões de sono ou alimentação, etc. Tenha uma escuta ativa e sem julgamentos, mostre que está disponível para ajudar e demonstre empatia. Incentive essa pessoa a entrar com contato com o CVV e procurar auxilio profissional.

Trabalhador, se você está passando por uma situação de assédio moral e opressão no ambiente de trabalho, não enfrente isso sozinho. Procure o Sindicato para receber orientação, relatar o que está acontecendo e conhecer os caminhos disponíveis para buscar seus direitos. O silêncio não deve ser uma barreira para pedir ajuda. Denunciar situações de violência e constrangimento também é uma forma de cuidar da própria saúde e contribuir para um ambiente de trabalho mais digno e respeitoso para todos.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #15