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Novembro Azul: diagnóstico precoce de câncer de próstata aumenta chances de cura em até 98%

Por Sabryne Almeida | 04 nov 2026

 

A Campanha Novembro Azul busca ampliar o debate sobre a saúde masculina, especialmente em relação a conscientização, prevenção e o combate ao câncer de próstata, desmistificando preconceitos e incentivando os homens a desenvolverem hábitos de autocuidado, incluindo o acompanhamento médico periódico. Quando identificado em estágios iniciais, o câncer de próstata pode apresentar taxas de sobrevida entre 90% e 98%, dependendo das características da doença e da população analisada. 

Vale destacar que este tipo de câncer é o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil. O INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima que 77.920 novos casos sejam registrados anualmente entre 2026 e 2028. O SUS (Sistema Único de Saúde) promove a realização de exames de identificação e tratamento. 

O exame de toque é uma etapa muito importante para investigar possíveis alterações na próstata. Muitos homens adiam a procura por atendimento médico, buscando ajuda apenas quando os sintomas se tornam difíceis de suportar, o que pode comprometer as possibilidades de tratamento. 

Além dos sinais acima, Paulo Moura, médico do trabalho, destaca que os cuidados devem ser redobrados se houver casos diretos na família, como pai ou irmão. “A incidência de câncer de próstata é significativamente maior em homens com histórico familiar da doença”, alerta. 

Existem muitos tabus em torno da saúde masculina, e boa parte deles está relacionada ao receio de uma possível ruptura com os padrões tradicionais de masculinidade. Expressar sentimentos, demonstrar fragilidades, pedir ajuda ou até mesmo vestir roupas de determinadas cores são comportamentos frequentemente associados à feminilidade e, por isso, desencorajados entre os homens. Essas imposições, consequências de um machismo estrutural, ultrapassam as questões comportamentais e se tornam ainda mais preocupantes quando o cuidado com a própria saúde passa a ser interpretado como sinal de vulnerabilidade, afastando muitos homens dos consultórios médicos e das consultas de rotina.

 

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #CS