SEJA SÓCIO!

Notícias
COMPARTILHAR

Reajuste do Bolsa Família aumenta renda das famílias e deve movimentar R$ 40 bilhões na economia

Por Sabryne Almeida | 23 set 2026

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o aumento do Bolsa Família, que terá um reajuste considerável de 15,04% a partir de outubro. Com a atualização, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio recebido pelas famílias sobe de R$ 675 para R$ 777.

A mudança alcança cerca de 19,3 milhões de famílias inscritas no programa e considera a inflação acumulada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre março de 2023 e agosto de 2026. O objetivo é atualizar os valores pagos e preservar o poder de compra das famílias beneficiárias.

Além do valor mínimo, também serão reajustados os benefícios que compõem o programa. O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passa para R$ 164. O Benefício Primeira Infância sobe para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar passa a R$ 58.

O aumento do benefício também deve ter reflexos na economia. De acordo com dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cada R$ 1 destinado ao Bolsa Família gera R$ 2,40 em consumo das famílias e R$ 1,78 no PIB (Produto Interno Bruto). Com base nesses dados, a estimativa é que o reajuste provoque um aumento de aproximadamente R$ 54,9 bilhões no consumo das famílias e acrescente cerca de R$ 40 bilhões ao PIB.

Como os recursos são destinados principalmente às famílias de menor renda, uma parcela significativa do dinheiro tende a retornar ao comércio por meio do consumo de produtos e serviços básicos. A alimentação deve concentrar parte importante desses gastos. A estimativa é de que aproximadamente R$ 20 bilhões adicionais sejam destinados à compra de alimentos ao longo de um ano, o que representa cerca de R$ 1,67 bilhão por mês.

O reajuste, portanto, não representa apenas um aumento no valor recebido pelas famílias. Ao ampliar a renda disponível, a medida também pode estimular o consumo, movimentar o comércio e gerar efeitos sobre a atividade econômica.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #18