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Gilberto Almazan
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Trabalho e o combate a fome são primordiais

Por Gilberto Almazan - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região 23 nov 2022

Nos últimos anos, o Brasil retornou para o Mapa da Fome, com agravamento na pandemia. Em 2022, o Segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil apontou que 33,1 milhões de pessoas não têm garantido o que comer. Além disso, mais da metade (58,7%) da população brasileira convive com a insegurança alimentar em algum grau: leve, moderado ou grave. 

Em 2023 teremos grandes desafios. O novo Governo terá que criar condições para o Brasil voltar a crescer, sem deixar ninguém para trás, e sem esquecer da questão racial e de gênero. Para isso, é imprescindível assegurar trabalho decente, com carteira assinada e direitos garantidos para todos e todas.

Recente Boletim do Dieese (Veja na página 4) mostra que, no segundo trimestre de 2022, a taxa de desocupação total foi de 9,3%. A menor registrada nos mesmos períodos dos três anos anteriores. No entanto, a informalidade (40% da população ocupada) é alta. Além disso, foi registrada queda no rendimento médio: R$ 2.652, queda de 5,1% ante o mesmo trimestre de 2021 (R$ 2.794).

Precisamos dar um basta nisso. E junto exigir a garantia de saúde e educação com qualidade para a população. Para tanto, é necessário renegociar o teto de Gastos, que cria um obstáculo para investimentos em programas sociais, essenciais no combate à fome.

Até lá, como o companheiro Miguel Torres, presidente da Força Sindical, diz: a PEC de Transição, neste momento, é “PEC da Responsabilidade”. Para quem não sabe, a PEC da Transição surgiu devido a proposta orçamentária de 2023 que não inclui o atual valor do Auxílio Emergencial e demais propostas do governo eleito. Sem ela, áreas importantes como saúde, educação, estarão praticamente sem orçamento.

O momento é de entender as necessidades do país, para voltarmos ao pleno desenvolvimento e ao pleno emprego. Seguimos atentos e juntos na luta por um Brasil mais justo.

Jornal Visão Trabalhista EDIÇÃO #28