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NOSSA MISSÃO: Organizar e defender os trabalhadores respeitando os direitos de cidadania e a diversidade como os princípios para a construção de uma sociedade justa

Prevenção é o principal remédio contra Ler/Dort

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Ilustração mostra os movimentos e posturas que provocam LER/DORT

Nesta sexta-feira, 28, comemoramos o Dia Internacional de Prevenção às Ler (Lesões por Esforços Repetitivos) ou Dort (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). Por isto nesta data é importante ressaltarmos a importância de diagnosticar esta doença e, principalmente, de exigirmos das empresas que medidas de prevenção sejam tomadas.

Pesquisas realizadas por especialistas da Fundacentro, mostram que a LER/DORT é uma doença crônica, invisível, muitas vezes irreversível. Ocorre principalmente pela intensificação do trabalho e representa um desgaste do sistema musculoesquelético de trabalhadores, em atividades que exigem a execução de movimentos repetitivos, associados muitas vezes a esforços físicos e manutenção de determinada postura por tempo prolongado.

“Costumam evoluir de forma lenta para quadros crônicos e assim nem sempre são percebidas precocemente pelos trabalhadores, que retardam a procura por auxílio com receio de repercussões negativas na empresa, agravados por situações de discriminação e assédio moral, o que lhes causa sofrimento e transtornos mentais, com grande impacto em suas vidas e de suas famílias”, divulga a Fundacentro em nota.

Diante disso, o conselho é não deixar aquela dorzinha nas costas, no ombros ou em outra região do corpo passar despercebida. O diagnóstico precoce pode evitar que a doença se torne irreversível.

Missão das empresas – Do lado patronal, as empresas devem adotar ações prevencionistas para que a doença não acometa o trabalhador. Isto porque a prevenção pode ser feita através de várias medidas. Conheça algumas delas:

- Estudos e modificações ergonômicas dos postos de trabalho;

- Uso de ferramentas e equipamentos ergonomicamente adaptados ao trabalhador;

- Estabelecimento de pausas para descanso;

- Diversificação de tarefas;

- Eliminação das pressões de chefia e de produção;

- Eliminação do clima autoritário no ambiente de trabalho;

Calor ameaça a saúde do trabalhador

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São Paulo já bateu um recorde em 2014: o janeiro mais quente dos últimos 71 anos. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a média das temperaturas máximas registradas durante o mês foram de 31,9 graus. Agora imagine esta onda de calor somada a quentura das fábricas, o resultado é: perigos para a saúde e segurança do trabalhador.

Por isso, neste período, a atenção deve ser redobrada. Na base do Sindicato, muitos trabalhadores passam parte de sua jornada diária diante de fontes de calor, como nas fundições e siderúrgicas. A orientação aos cipeiros, técnicos de segurança, demais trabalhadores e empresa é ficar atento às altas temperaturas.

Para estes casos, a NR-15, Anexo 3, estabelece limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso, conforme a sua atividade.  “Dependendo da temperatura, o trabalhador deve trocar de atividade. Se atua numa moderada, em determinado momento deverá se dirigir para uma leve, por exemplo,” explica o médico do Sindicato, Paulo Moura.

Ele explica que o corpo reage às altas temperaturas externas aumentando a circulação sanguínea na pele, fazendo subir a temperatura nessa área. O corpo, então, perde o excesso de calor através o suor. “Sem dúvida, na medida em que os músculos são exigidos pelo trabalho físico, parte do sangue flui para a pele para liberar o calor”, detalha.

No entanto, se o corpo não consegue eliminar o excesso de calor, a temperatura aumenta. “O trabalhador pode ficar desidratado, desmaiar e perder a sua capacidade de concentração e, como consequência, torna-se vulnerável ao acidente de trabalho”, resume Moura.

Prevenção é a palavra chave – Atualmente, vivemos uma situação atípica, de altas temperaturas. O ambiente fabril já é quente por natureza, logo medidas devem ser tomadas para que problemas relacionados ao calor não aumentem. Veja algumas delas na galeria:

 

Metalúrgicos sofrem com calor

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Em alusão ao fim do calor insuportável, trabalhadores espantam demônio da fábrica

Recordes de temperatura, poucas chuvas, baixa umidade do ar, fábrica que virou um verdadeiro forno e uniformes que não combinam nada com este cenário. Era nesta situação que se encontravam os metalúrgicos da Rossini Murta, em Santana de Parnaíba, quando o Sindicato e a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) uniram forças e conquistaram avanços.

Após a mobilização dos cipeiros e demais trabalhadores, com o apoio do Sindicato, a empresa atendeu as reivindicações dos companheiros e está adequando o sistema de ventilação da fábrica, que será composto por quatro exaustores e seis umidificadores. Segundo, Milton Marques, técnico de manutenção da Rossini, a medida atende a NR-15 (Norma Regulamentadora).

“Está tudo conforme a legislação. Realizamos um estudo climático e depois escolhemos o sistema que melhor atendesse”, explicou Marques. Ele conta que a nova medida, além de refrescar o ambiente de trabalho, vai evitar a entrada de insetos, bactérias e ainda está dentro dos limites de tolerância para ruído.

Os custos gerados pelas adequações não foram divulgados pela empresa. No entanto, a responsável pelo RH (Recursos Humanos) da Rossini, Janete Pereira Lopes, informa que o custo-benefício vale a pena. “Vai colaborar com a qualidade de vida dos trabalhadores, que vão realizar as suas atividades com mais conforto térmico, o que vai gerar mais motivação”.

Adeus ao Forno – As adequações ainda não chegaram ao fim, mas as melhorias já começaram a ser percebidas. “Melhorou bastante, mas [a ventilação] ainda não chega a todos. A Cipa vai ficar de olho, mas sem dúvidas é uma grande conquista”, enfatiza a cipeira Tiana Faria, a única mulher na produção da Rossini.

Conquista que enche o cipeiro José Carlos de orgulho. “Fomos bem atuantes, graças ao respaldo do Sindicato. Antes das alterações estava muito complicado, o calor estava insuportável, teve gente que até passou mal”, lembra o companheiro.

Verão com água quente? O forte calor também atormentou os metalúrgicos da Protec, em Vargem Grande Paulista. Além de ter que suportar as altas temperaturas, os companheiros encontram outro inconveniente no local de trabalho: água quente no bebedouro.

“Só tem água fresca no prédio e no estoque. Na produção mesmo só tem meta. O calor está insuportável e a água quente. A gente [da produção] fica suando, pingando o dia todo e quando vamos beber água ela está quente”, desaba um companheiro da Protec.

Nos últimos dias, após denuncia de metalúrgicos e metalúrgicas, o Sindicato compareceu na empresa e junto dos trabalhadores exigiu água potável e fresca. “Neste calor, a tendência é o trabalhador sentir ainda mais sede. A temperatura da água gerou desconforto entre os trabalhadores, mas a empresa já se comprometeu a regularizá-la e deixá-la em condição de uso”, explicou o líder sindical José Roberto.

Água é essencial – Além da legislação, a Convenção Coletiva da categoria também assegura ao trabalhador o direito a água potável. Logo, um possível racionamento ou o nível dos reservatórios da cidade não são desculpas para deixar o trabalhador sem água. Além disso, com pouco liquido nos reservatórios e muita química para tratar a água, ela fica mais grossa e esbranquiçada, com gosto e cheiro ruins. Aí consumo é quase impossível, independente da temperatura.

Saiba mais: Calor ameaça a saúde do trabalhador

Projeto de Lei pretende suspender NR 12

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A norma regulamentadora que prevê diretrizes para adequar as máquinas e equipamentos para prevenir riscos à saúde dos trabalhadores está sob ameaça. Projeto de Decreto de Lei de autoria do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB) que começou a tramitar na Câmara dos Deputados desde a terça-feira, 5, propõe a suspensão da vigência da NR 12, que determina uma série de medidas de proteção para diversos tipos de máquinas utilizadas na indústria e na agricultura.

Uma das justificativas do deputado é que “Será inviável produzir determinados produtos que atendam esta NR-12, ocasionando assim, a extinção destes produtos no mercado de consumo”. Além disso, também alega que o projeto é muito específico ao abordar máquinas de diferentes setores econômicos.

Econômico – O projeto, na verdade, busca dar força à insatisfação empresarial, que, por meio da CNI (Confederação Nacional da Indústria) vem se manifestando contra a aplicação da NR12, justificando que seriam necessários cerca de R$ 100 bilhões para realizar as adequações exigidas pela norma.

O protesto contraria o fato de os empresários também terem assinado a NR12, comprometendo-se assim com seu cumprimento. Isso porque eles são parte da Comissão tripartite do Ministério do Trabalho encarregada do assunto. “Quem participou, fez propostas de adequações”, lembra Rogério de Jesus Santos, assessor técnico da Secretaria Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho da Força Sindical.

Experiência – Tanto é uma questão econômica – e não técnica, como justifica o deputado Arnaldo Faria – que foi ignorado o fato de que a NR12 incorpora determinações já adotadas por diversas categorias por meio de acordos coletivos. “O que está na NR são experiências de acordos coletivos. Não tem ‘pegadinha’”. Uma delas é a Convenção Coletiva de Proteção de Riscos em Prensas e Similares, que era adotada pelo setor metalúrgico do Estado de São Paulo e que passou a integrar a NR12.

Além disso o projeto também põe em xeque o próprio debate entre diferentes setores da sociedade. “Se esse projeto andar na Câmara, cai por terra toda a experiência de tripartismo”.

Marcos Martins realiza audiência pública sobre Mercúrio em SP

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Na quinta-feira, 12, a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) sediará audiência pública “Mercúrio Zero, Veto Não”, a ser presidida pelo deputado estadual Marcos Martins. O evento acontece às 9h.

Na audiência, o deputado debaterá com a sociedade o veto do governador Geraldo Alckimin ao PL (Projeto de Lei) 768/11. De autoria de Marcos Martins, o texto prevê a eliminação progressiva do uso do mercúrio em equipamentos de hospitais públicos do Estado. Além disso, também serão abordados os malefícios causados pelo mercúrio à saúde e ao meio ambiente.

Os convidados que comporão a mesa de trabalho são: Dra. Márcia Mello Correia (Serviço de Saúde Ocupacional, HCFMUSP); Benedito Alves de Souza (Cons. Est. de Saúde | Sindicato dos Químicos de São Paulo); Zuleica Nycz (Dir. da TOXISPHERA – Associação de Saúde Ambiental do Paraná); Paulo Lemgruber (Ass. Jurídico da AEIMM | Doutorando em Direito do Trabalho, USP); Jeffer Castelo Branco (Coord. da Asssoc. de Combate aos Poluentes – ACPO); Dra. Marcília de Araújo Medrado Faria (Médica USP); Gilberto Almazan (Dir. do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região) e Dra. Cecília Zavariz (Médica do Trabalho – DRT/SP).

SERVIÇO:
O que: Audiência Pública: Mercúrio Zero, Veto Não
Onde: Auditório Teotônio Vilela – Assembleia Legislativa de São Paulo (Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – 1º andar – Pq. do Ibirapuera / SP)
Quando: 12 de setembro
Horário: A partir da 9h

Conselheiros da Previdência discutem mecanismos de informação

ConselhoPrevidenciaNoticias

Na próxima quinta-feira, 5, os conselheiros da Previdência Social, entre eles os diretores do Sindicato Marcos Roca, Hermar Pereira da Silva, Joaquim Antonio e Luiz Santiago da Silva,  se reunirão para discutir sobre os mecanismos de acesso a informação adotados pela pasta. O encontro acontecerá, a partir das 9h, no Ciesp de Osasco, no Jardim Piratininga.

A reunião, que é aberta ao público, também contará com uma palestra sobre os programas adotados, como o e-recursos, por meio dele é possível consultar os processos. Para participar, o interessado basta comparecer a Rua Paula Rodrigues, 61, Jardim Piratininga, em Osasco. Esta é uma ótima oportunidade para a população conhecer melhor os serviços prestados pela a previdência.

Conselho - Os diretores do Sindicato  representaram os aposentados, pensionistas e trabalhadores na previdência regional. Entre os principais deveres do conselheiros estão: ampliar o diálogo entre a Previdência e a sociedade; acompanhar a implementação local da política previdenciária e apresentar propostas para aperfeiçoá-la, entre outros.

Sindicato pede fiscalização e Gerência só chega após segundo acidente

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[Texto atualizado 23/08/2013] – Sem tréguas para acidentes. É o que o Sindicato pretendia quando solicitou em 1º de julho uma fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego na JL Capacitores, em Tamboré, após um companheiro ter sofrido fraturas. No entanto, a fiscalização só aconteceu no dia 6 de agosto, quando outro acidente já havia ocorrido.

O primeiro aconteceu em 10 de junho. A vítima foi o metalúrgico Gerson Moreira de Souza, que se acidentou no momento em que operava uma prensa e teve dedos fraturados. O Sindicato tomou conhecimento do acidente apenas semanas depois e pediu fiscalização urgente.

Antes que ela acontecesse, outro trabalhador foi vitimado. Desta vez o caso foi ainda mais grave. Uma máquina de enrolamento automático provocou a amputação de uma parte do dedo da companheira Iolanda Daniel da Cruz Silva. O acidente aconteceu em 19 de julho. Mais uma vez o Sindicato pediu urgência na fiscalização.

Segundo o diretor do Sindicato Alex da Força, o auditor fiscal chegou à empresa devido ao primeiro pedido de fiscalização. “Quando chegou na empresa, o auditor fiscal tomou conhecimento do segundo acidente e realizou a fiscalização dos dois”, explicou.

Para Alex, a fiscalização deve ser mais ágil, porém nada exclui a responsabilidade das empresas de oferecer um local de trabalho saudável. “Infelizmente, muitos empresários acreditam que investir em segurança e prevenção nos ambientes de trabalho são custos, pois não são a vida e a saúde deles que estão em riscos”, enfatizou.

Notificação – Após a fiscalização, a empresa foi notificada a apresentar diversos documentos à Gerência, a ser entregues no dia 11 de setembro. Entre eles estão laudos de conclusão de apuração dos dois acidentes e a comprovação de adequação das máquinas de enrolamento automático e prensa de fechamento de capacitores, conforme a NR-12 (Norma Regulamentadora), que regulamenta os padrões de segurança em máquinas e equipamentos.

Assembleia - Na sexta-feira, 23, o Sindicato realizou uma assembleia em frente a JL para passar informações sobre a atuação do Sindicato em relação aos acidentes. Durante o evento, os companheiros fizeram um minuto de silêncio em memória as vítimas de acidentes de trabalho. Além disso, assim como aconteceu na Mineração Taboca, em Pirapora, o Sindicato organizou uma performance teatral. Nela, um trabalhador representando a morte leva marteladas da CIPA, referenciando a desaprovação do ocorrido.

Para recordar – A performance também é um resgate de uma antiga seção do Visão Trabalhista, chamada de“Martelo”. Nela, o Sindicato destacava o descaso de empresas com os direitos e saúde dos trabalhadores. Logo, martelava tudo aquilo que não agradava a categoria. [Fotos: Joicy Costim]

Fiscalização mantem 36 máquinas da Bergson interditada

Por falta de segurança, as 36 máquinas da Bergson, de Osasco, completam nesta semana um mês de interdição. Na quinta-feira, 15, a Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Osasco fez mais uma fiscalização, acompanhada pelo Sindicato, e apontou as modificações que devem ser feitas nas máquinas. Agora a Gerência vai acompanhar as modificações e rever se são suficientes para garantir a integridade dos trabalhadores.

Relembre o caso - A fiscalização, que provocou a interrupção da fábrica, foi realizada no dia 24 de julho. O Sindicato só tomou conhecimento do caso 12 dias depois, quando foi chamado para participar de uma mesa redonda.

Em resumo, as máquinas foram interditadas porque a empresa não cumpria as regras da NR-12 (Norma regulamentadora), que regulamenta os padrões de segurança em máquinas e equipamentos.

Metalúrgico da Tecnoestamp morre, após acidente

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Mais um companheiro metalúrgico engrossou as estatísticas de vítima fatal de acidente de trabalho. Desta vez, a estatística tem rosto, nome e atuava na Tecnoestamp, de Cotia, há mais de dois anos. Seu nome era Admilson dos Santos, de 28 anos, após acidente o companheiro foi submetido a duas cirurgias, não resistiu e morreu em 10 de julho.

De acordo com o pedido de fiscalização, emitido pelo Sindicato, o acidente de Santos aconteceu no dia 5 de junho, “quando ele operava uma máquina de prensa e teve um objeto arremessado contra seu abdômen”. O companheiro foi socorrido, mas naquele momento o hospital não detectou nenhum problema e o liberou. No entanto, o metalúrgico sentia dores e na terceira ida ao hospital os médicos detectaram que o acidente havia perfurado os órgãos do trabalhador.

O Sindicato só tomou conhecimento do caso depois de exatamente um mês do acontecido. Quando Santos já havia passado por duas cirurgias e corria grave risco de morte. Santos morreu na mesma semana em que o Sindicato solicitou fiscalização urgente do acidente à Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Osasco.

O Sindicato lamenta a morte do companheiro, e aguardará o relatório da Gerência para tomar outras providências para que novas tragédias como esta não ocorram.

 

Sindicato discute Amianto e Cipa em Ciclo de Debates

Os males provocados pelo amianto e do trabalho do cipeiro na prevenção de acidentes foram os principais temas de debate na 34º edição do Ciclo de Debates, que aconteceu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região na quinta-feira, 4. O tradicional evento sobre saúde e segurança realizado pela entidade contou com palestras de Fernanda Gianazzi, auditora do Ministério do Trabalho, e de João Scaboli, secretário de Saúde da Força Sindical.

Durante o evento, Fernanda apresentou dados que revelam que o Brasil ainda está muito longe de se tornar um país livre do amianto, a exemplo do Canadá. Pelo contrário, o país, em 2012, tinha 15,14% da produção mundial. Além disso, a auditora abordou os males provocados pela fibra, como o câncer de pulmão.

A participação de Fernanda também marcou sua despedida do Ministério, já que ela se aposenta da fiscalização, “mas não da militância”, como ela mesma fez questão de enfatizar.

Cipa – Scaboli tratou do trabalho da Cipa e dos desafios para que a comissão cumpra seu papel. Um deles é a mudança da NR5 (Norma Regulamentadora), que padroniza a ação do cipeiro. “Temos de preparar o cipeiro, melhorar a NR5 e ampliar o mandato”, defendeu.

Também participaram do evento o superintendente Regional do Trabalho de São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, e a presidenta do Fundacentro, Maria Amélia de Souza Reis, sindicalistas e metalúrgicos da região.

Amianto e Cipa na pauta do Ciclo de Debates

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A informação voltada para a prevenção de acidentes de trabalho mais uma vez foi a grande marca do Ciclo de Debates, que na noite de quinta-feira, 4, teve sua 34ª edição na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região.

O auditório da sede ficou lotado de companheiros e companheiras, que conferiram a palestra de Fernanda Gianazzi, auditora do Ministério do Trabalho, e de João Scaboli, secretário de Saúde da Força Sindical, que trataram dos males provocados pelo amianto e do trabalho do cipeiro na prevenção de acidentes, respectivamente.

Fernanda Gianazzi explica os males provocados pelo amianto

Amianto – Fernanda apresentou dados que revelam que o Brasil ainda está muito longe de se tornar um país livre do amianto, a exemplo do Canadá. Pelo contrário, o país, em 2012, tinha 15,14% da produção mundial.

A auditora também abordou os males provocados pelo mineral, entre os quais o câncer de pulmão. Também orientou quanto aos perigos do uso doméstico de telhas e caixas d’água com amianto.

Informações pouco conhecidas da maioria dos trabalhadores. “Aprendi muito. Tinha de ser uma informação aberta para a população”, avaliou uma companheira de Alphaville.

A participação de Fernanda também marcou sua despedida do Ministério, já que ela se aposenta da fiscalização, “mas não da militância”, como ela mesma fez questão de enfatizar.

Cipa – Scaboli tratou do trabalho da Cipa e dos desafios para que a comissão cumpra seu papel. Um deles é a mudança da NR5 (Norma Regulamentadora), que padroniza a ação do cipeiro. “Temos de preparar o cipeiro, melhorar a NR5 e ampliar o mandato”, defendeu.

Scaboli defendeu mudanças na NR5

A proposta foi feita na presença do superintendente Regional do Trabalho de São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, que marcou presença no Ciclo.

Cipeiros da Belgo tomam posse

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Na quinta-feira, 9, o Sindicato participou da posse dos onze cipeiros da Belgo, de Osasco. Durante o evento, o diretor da entidade Gilberto Almazan ressaltou a importância da Cipa para os trabalhadores.

A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) é regulamentada pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) nos artigos 162 a 165 e pela NR 5 (Norma Regulamentadora). Seu objetivo é prevenir acidentes, acompanhar e cobrar melhorias no ambiente de trabalho e verificar a evolução ou a existência de doenças decorrentes da exposição ao trabalho. Bem como promover ações voltadas à saúde e segurança no local de trabalho.

Lonaflex se prontifica a restabelecer exames

A Lonaflex vai retomar a realização de exames nos trabalhadores que tiveram contato com amianto. A resposta foi dada em mesa redonda com o Sindicato na quarta-feira, 26.

A reunião foi pedida pelo Sindicato depois de denúncia dos trabalhadores de que, desde agosto de 2012, não vinham conseguindo fazer os exames anuais que devem ser custeados pela empresa porque o médico designado não prestava mais tal atendimento.

Na mesa redonda ficou estipulado o prazo de 20 dias para que a empresa apresente o novo responsável pelo serviço médico que irá prestar tal atendimento.

A fabricante de lonas e pastilhas de freios Lonaflex funcionou em Osasco até 1994 e utilizava o amianto como uma de suas principais matérias-primas. Por ser cancerígena, os trabalhadores expostos a tal substância têm de ser submetidos a exames periódicos para identificar possíveis males.

Após fiscalização, Epson tem eleição da Cipa anulada

A Epson, de Alphaville, realizou uma nova eleição da Cipa, após fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.  Isto porque os auditores encontraram irregularidades no processo eleitoral anterior. A fiscalização aconteceu em agosto de 2012, a pedido do Sindicato, que só teve acesso ao relatório em março.

Conforme relatório de Inspeção, a Epson “deixou de convocar as eleições para escolha dos representantes da Cipa no prazo mínimo de 60 dias antes do termino do mandato em curso” e só o fez 17 dias antes. Graças à fiscalização, a empresa também teve que sinalizar os comandos das máquinas em português e proteger as suas zonas de perigos.

As informações foram passadas aos metalúrgicos da Epson pelo Diretor do Sindicato Alex da Força.

Centigon recebe 12 autuações por irregularidades trabalhistas

Após fiscalização da Gerência Regional do Trabalho de Osasco e Região, a metalúrgica Centigon, de Barueri, recebeu em setembro do ano passado 12 autuações por irregularidades trabalhistas. Em resumo, e de acordo com o relatório, as infrações vão contra os princípios de saúde e segurança no local de trabalho.

As infrações foram descobertas graças ao programa Projeto Metalúrgicos. Entre as irregularidades estão: Deixar de adquirir EPI adequado ao risco de cada atividade; Deixar de promover treinamentos para membros da Cipa, antes da posse; deixar de efetuar avaliação quantitativa da exposição aos riscos ambientes.

Além disso, por não manter serviço especializado em Engenharia de Segurança em Medicina do Trabalho, uma vez que apresentou como Técnico de Segurança do Trabalho profissional vinculada simultaneamente a outras empresas e sem comprovação de sua presença regular no local de trabalho, a Gerência sugere que o relatório para o Ministério Público do Trabalho.

Segundo o relatório, conforme a gradação da atividade e número de trabalhadores, a empresa deveria ter um técnico de segurança do trabalho em período integral.

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