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NOSSA MISSÃO: Organizar e defender os trabalhadores respeitando os direitos de cidadania e a diversidade como os princípios para a construção de uma sociedade justa

Sindicato quer que as atividades da Delegacia Especializada em Acidentes de trabalho sejam retomadas

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Na última semana, o Sindicato apresentou o estudo sobre “Acidentes Graves e Fatais nas Metalúrgicas de Osasco e Região” à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O levantamento foi recebido pela delegada Márcia Ruiz, que achou interessante retomar a os trabalhos da Delegacia Especializada em Acidentes de Trabalho, criada em 1997, mas que há anos não cumpre com suas obrigações.

“Com o retorno da delegacia teremos mais pessoas preparadas para emitir um Boletim de Ocorrência e até para investigar os acidentes de trabalho. Assim poderemos garantir os direitos dos trabalhadores ou de seus familiares, em caso de morte”, avalia o diretor do Sindicato Gilberto Almazan.

A delegada se comprometeu a conversar com o secretário de Segurança Pública sobre o assunto e entrar em contato com o Sindicato.

Seminário – Em encontro semelhante, o Dieese sugeriu que os diretores Gilberto Almazan e Carlos Aparício Clemente conversassem com as Centrais Sindicais para que o assunto ganhasse mais repercussão.  Após uma reunião, com representantes das centrais, ficou decidido que no início de dezembro o nosso Sindicato, o Dieese e as Centrais Sindicais realizarão um seminário sobre acidentes de trabalho. A atividade vai anteceder a Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, que também acontecerá em dezembro.

OIT volta a destacar Brasil como exemplo de proteção ao trabalhador em meio à crise

O Brasil foi novamente citado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) como um exemplo na proteção dos direitos sociais e do emprego em meio ao cenário adverso trazido pela crise econômica global iniciada em 2008-09. A 18ª Reunião Regional Americana da OIT, na cidade de Lima, no Peru, que vai até quinta-feira, elogiou a proteção da população mais vulnerável a oscilações.

A representante da OIT no Brasil, Laís Abramo, destacou à Rádio ONU o processo de formalização e de aumento do rendimento do trabalho. De forma geral, ela avalia que a América Latina se saiu bem “através de políticas anticíclicas, colocando no centro da preocupação a defesa do emprego, do salário e da proteção social. Isso não apenas foi fundamental para defender a população trabalhadora da crise, como para evitar processo de recessão, como aconteceu em outros países do mundo”.

Laís Abramo afirmou que a região “surpreendeu o mundo com uma capacidade de enfrentar essa crise sem que houvesse aumento do desemprego. Pelo contrário, as taxas de desemprego diminuíram”.

De modo específico, o Brasil “se destacou nesse período pelo vigor das suas políticas de combate à pobreza, redução da desigualdade social, diminuição da concentração de renda, diminuição do desemprego e geração de emprego formal e do aumento do salário mínimo”.

Laís Abramo chama a atenção, ainda, para a importância de medidas legislativas, como a Lei do Microempreendedor Individual, e mudanças no Simples e no Supersimples, que, segundo ela, garantiram “condições para que os trabalhadores, por conta própria, de encanadores a cabeleireiras, pudessem se formalizar, registrar sua atividade, contribuir para a previdência social”, resultando na entrada de mais de quatro milhões de pessoas no mercado formal de trabalho.

Ao tratar da importância do dialogo social, no modelo tripartite defendido pela OIT – governos, empregados e empregadores – Laís Abramo conclui que a questão é importante “não apenas para avançar a superação dos problemas do mundo do trabalho, como também para consolidar a democracia em nosso país”.

Sindicato apresenta estudo sobre acidentes à OAB e CUT

Nos últimos dias, o Sindicato deu continuidade a agenda para apresentar o estudo sobre acidentes de trabalho graves e fatais que aconteceram nas metalúrgicas da região às autoridades. Em 28 de agosto o encontro aconteceu com a presidenta da OAB, Libânia Aparecida da Silva, e no dia 2 de setembro com o secretário de Saúde da CNM/CUT, Jordeci. 

A presidenta Libânia se surpreendeu com o resultado do estudo. “Fiquei abismada e surpresa com o número de acidentes”, enfatizou, ela se colocou à disposição para ajudar para que as fiscalizações aconteçam de forma mais ágeis. “Podemos fazer um oficio cobrando esses órgãos, Ministério [do Trabalho] e Gerência, para que cumpram com suas obrigações”, ressaltou. 

Já Jordeci, que também é coordenador da Cist Nacional (Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador), propôs a participação do Sindicato na Conferência Nacional da Saúde do Trabalhador, para que o tema seja discutido como um problema de saúde pública.

Contra os ataques a NR12

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O Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho) divulgou um folder em que relata os ataques que entidades patronais como a CNI (Confederação Nacional da Indústria) têm praticado para tirar a validade da NR12 (Norma Regulamentadora nº 12).

A norma determina adequações em prensas, injetoras e similares, que estão entre as principais causadoras de mutilações em trabalhadores. Desde que entrou em vigor, em 2010, tem sido alvo de ataques patronais, por meio de parlamentares que representam seus interesses. A partir de novembro do ano passado passou a tramitar um Projeto de Decreto Legislativo que pretende sustar a NR 12.

O mesmo folder mostra que dos 5.353 acidentes graves e fatais ocorridos entre 2012 e 2013, 42% envolveram máquinas e equipamentos. Na nossa base territorial, o ano passado terminou com um companheiro perdendo os dedos das duas mãos numa dessas máquinas, só para citar um exemplo.

Há anos temos denunciado essa situação degradante, que soma à falta de infraestrutura da Superintendências do Trabalho e ao número ínfimo de auditores fiscais do trabalho, como os companheiros e companheiras acompanham no VT e neste site. Por isso, compartilhamos do repúdio do Sinait ao ataque promovido pelos patrões à NR 12. E somamos forças na denúncia a precarização às normas de saúde e segurança, o que atenta à saúde dos trabalhadores e ao desenvolvimento de nosso país.

Jorge Nazareno
Presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de Osasco e Região
jorginho@sindmetal.org.br

Trabalhadores lembram vítimas de acidentes de trabalho

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As mais de 705 mil vidas que tiveram suas rotas alteradas por um acidente de trabalho, em 2012, foram lembradas no ato realizado no sábado, 26, na sede do Sindicato. O encontro antecipou o dia 28 de abril, Dia em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho.

Mas, no mundo, por ano, 2,02 milhões de companheiros e companheiras morrem a cada ano por doenças relacionadas ao trabalho. Isso significa 5.500 trabalhadores mortos por dia por causas plenamente evitáveis. Outros 321 mil perdem suas vidas devido a acidentes do trabalho.

Por isso, a data é internacional e é um marco para se lembrar de cada um dos pais e mães de família que perdem partes dos seus corpos numa máquina ou tem suas capacidades prejudicadas por uma doença relacionada ao trabalho e também para lembrar daqueles para quem a consequência do acidente foi a morte, de acordo com levantamento divulgado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

As causas do problema e também a solução estão relacionadas com o emprego de medidas preventivas, como o Sindicato sempre aponta e a OIT enfatiza: “A ausência de uma prevenção adequada das enfermidades profissionais tem profundos efeitos negativos não somente nos trabalhadores e suas famílias, mas também na sociedade devido ao enorme custo gerado, particularmente no que diz respeito à perda de produtividade e a sobrecarga dos sistemas de seguridade social”.

Mas, não adianta esperar somente a ação do Estado ou das empresas: o trabalhador tem de fazer a sua parte. E foi esse o recado do professor da USP, Herval Pina Ribeiro, especialista em medicina do trabalho. “Esperar que o Estado seja eficiente em relação a questão de saúde do trabalhador é um equívoco. Essa é uma questão política. Nós estamos por baixo e, como classe trabalhadora, precisamos aprender a brigar por baixo”, analisou.

Para isso, também é importante conhecer os riscos – vibrações, falta de iluminação, assedio moral, jornadas extensas etc – associados à atividade e os direitos – mapa de riscos, parar a máquina diante de um risco grave e iminente, por exemplo. Para a coordenadora do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) de Osasco, importante o trabalhador brigar por seus direitos. “Costumo ver trabalhador brigando para receber a periculosidade, mas não para reduzir os riscos nas empresas”, advertiu.

Reconhecimento e homenagem – Para os trabalhadores, a data também é uma forma de reconhecer justamente o valor da informação e da participação nas atividades do Sindicato para, assim, identificar tais fatores. “Muitas vezes, o trabalhador não dá credibilidade para o que o Sindicato fala. Vai dar quando passa pela situação. Ai se conscientiza e vem”, reconhece um companheiro metalúrgico de Osasco, para quem a data é uma forma de “fazer uma retrospectiva do que passei e um memorial em consideração às pessoas que já passaram pela mesma situação e até morreram”, lembra o companheiro, que ficou afastado de sua atividade profissional por doença relacionado ao trabalho.

Cada uma das vítimas de acidentes de trabalho no Brasil e no mundo foram lamentadas e lembradas com um minuto de silêncio realizado pelos participantes do ato.

O encontro foi organizado pelo Sindicato em conjunto com o Cisssor (Conselho Intersindical de Saúde e Seguridade Social de Osasco e Região) e a Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão de Osasco é parte da Semana do Trabalhador da cidade. Além do papel do Cerest e da prevenção, também contou com a participação do procurador da AGU (Advocacia Geral da União), Eurípedes Cestare, que explicou a importância das ações regressivas.

Prevenção é o principal remédio contra Ler/Dort

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Ilustração mostra os movimentos e posturas que provocam LER/DORT

Nesta sexta-feira, 28, comemoramos o Dia Internacional de Prevenção às Ler (Lesões por Esforços Repetitivos) ou Dort (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). Por isto nesta data é importante ressaltarmos a importância de diagnosticar esta doença e, principalmente, de exigirmos das empresas que medidas de prevenção sejam tomadas.

Pesquisas realizadas por especialistas da Fundacentro, mostram que a LER/DORT é uma doença crônica, invisível, muitas vezes irreversível. Ocorre principalmente pela intensificação do trabalho e representa um desgaste do sistema musculoesquelético de trabalhadores, em atividades que exigem a execução de movimentos repetitivos, associados muitas vezes a esforços físicos e manutenção de determinada postura por tempo prolongado.

“Costumam evoluir de forma lenta para quadros crônicos e assim nem sempre são percebidas precocemente pelos trabalhadores, que retardam a procura por auxílio com receio de repercussões negativas na empresa, agravados por situações de discriminação e assédio moral, o que lhes causa sofrimento e transtornos mentais, com grande impacto em suas vidas e de suas famílias”, divulga a Fundacentro em nota.

Diante disso, o conselho é não deixar aquela dorzinha nas costas, no ombros ou em outra região do corpo passar despercebida. O diagnóstico precoce pode evitar que a doença se torne irreversível.

Missão das empresas – Do lado patronal, as empresas devem adotar ações prevencionistas para que a doença não acometa o trabalhador. Isto porque a prevenção pode ser feita através de várias medidas. Conheça algumas delas:

- Estudos e modificações ergonômicas dos postos de trabalho;

- Uso de ferramentas e equipamentos ergonomicamente adaptados ao trabalhador;

- Estabelecimento de pausas para descanso;

- Diversificação de tarefas;

- Eliminação das pressões de chefia e de produção;

- Eliminação do clima autoritário no ambiente de trabalho;

Calor ameaça a saúde do trabalhador

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São Paulo já bateu um recorde em 2014: o janeiro mais quente dos últimos 71 anos. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a média das temperaturas máximas registradas durante o mês foram de 31,9 graus. Agora imagine esta onda de calor somada a quentura das fábricas, o resultado é: perigos para a saúde e segurança do trabalhador.

Por isso, neste período, a atenção deve ser redobrada. Na base do Sindicato, muitos trabalhadores passam parte de sua jornada diária diante de fontes de calor, como nas fundições e siderúrgicas. A orientação aos cipeiros, técnicos de segurança, demais trabalhadores e empresa é ficar atento às altas temperaturas.

Para estes casos, a NR-15, Anexo 3, estabelece limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso, conforme a sua atividade.  “Dependendo da temperatura, o trabalhador deve trocar de atividade. Se atua numa moderada, em determinado momento deverá se dirigir para uma leve, por exemplo,” explica o médico do Sindicato, Paulo Moura.

Ele explica que o corpo reage às altas temperaturas externas aumentando a circulação sanguínea na pele, fazendo subir a temperatura nessa área. O corpo, então, perde o excesso de calor através o suor. “Sem dúvida, na medida em que os músculos são exigidos pelo trabalho físico, parte do sangue flui para a pele para liberar o calor”, detalha.

No entanto, se o corpo não consegue eliminar o excesso de calor, a temperatura aumenta. “O trabalhador pode ficar desidratado, desmaiar e perder a sua capacidade de concentração e, como consequência, torna-se vulnerável ao acidente de trabalho”, resume Moura.

Prevenção é a palavra chave – Atualmente, vivemos uma situação atípica, de altas temperaturas. O ambiente fabril já é quente por natureza, logo medidas devem ser tomadas para que problemas relacionados ao calor não aumentem. Veja algumas delas na galeria:

 

Metalúrgicos sofrem com calor

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Em alusão ao fim do calor insuportável, trabalhadores espantam demônio da fábrica

Recordes de temperatura, poucas chuvas, baixa umidade do ar, fábrica que virou um verdadeiro forno e uniformes que não combinam nada com este cenário. Era nesta situação que se encontravam os metalúrgicos da Rossini Murta, em Santana de Parnaíba, quando o Sindicato e a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) uniram forças e conquistaram avanços.

Após a mobilização dos cipeiros e demais trabalhadores, com o apoio do Sindicato, a empresa atendeu as reivindicações dos companheiros e está adequando o sistema de ventilação da fábrica, que será composto por quatro exaustores e seis umidificadores. Segundo, Milton Marques, técnico de manutenção da Rossini, a medida atende a NR-15 (Norma Regulamentadora).

“Está tudo conforme a legislação. Realizamos um estudo climático e depois escolhemos o sistema que melhor atendesse”, explicou Marques. Ele conta que a nova medida, além de refrescar o ambiente de trabalho, vai evitar a entrada de insetos, bactérias e ainda está dentro dos limites de tolerância para ruído.

Os custos gerados pelas adequações não foram divulgados pela empresa. No entanto, a responsável pelo RH (Recursos Humanos) da Rossini, Janete Pereira Lopes, informa que o custo-benefício vale a pena. “Vai colaborar com a qualidade de vida dos trabalhadores, que vão realizar as suas atividades com mais conforto térmico, o que vai gerar mais motivação”.

Adeus ao Forno – As adequações ainda não chegaram ao fim, mas as melhorias já começaram a ser percebidas. “Melhorou bastante, mas [a ventilação] ainda não chega a todos. A Cipa vai ficar de olho, mas sem dúvidas é uma grande conquista”, enfatiza a cipeira Tiana Faria, a única mulher na produção da Rossini.

Conquista que enche o cipeiro José Carlos de orgulho. “Fomos bem atuantes, graças ao respaldo do Sindicato. Antes das alterações estava muito complicado, o calor estava insuportável, teve gente que até passou mal”, lembra o companheiro.

Verão com água quente? O forte calor também atormentou os metalúrgicos da Protec, em Vargem Grande Paulista. Além de ter que suportar as altas temperaturas, os companheiros encontram outro inconveniente no local de trabalho: água quente no bebedouro.

“Só tem água fresca no prédio e no estoque. Na produção mesmo só tem meta. O calor está insuportável e a água quente. A gente [da produção] fica suando, pingando o dia todo e quando vamos beber água ela está quente”, desaba um companheiro da Protec.

Nos últimos dias, após denuncia de metalúrgicos e metalúrgicas, o Sindicato compareceu na empresa e junto dos trabalhadores exigiu água potável e fresca. “Neste calor, a tendência é o trabalhador sentir ainda mais sede. A temperatura da água gerou desconforto entre os trabalhadores, mas a empresa já se comprometeu a regularizá-la e deixá-la em condição de uso”, explicou o líder sindical José Roberto.

Água é essencial – Além da legislação, a Convenção Coletiva da categoria também assegura ao trabalhador o direito a água potável. Logo, um possível racionamento ou o nível dos reservatórios da cidade não são desculpas para deixar o trabalhador sem água. Além disso, com pouco liquido nos reservatórios e muita química para tratar a água, ela fica mais grossa e esbranquiçada, com gosto e cheiro ruins. Aí consumo é quase impossível, independente da temperatura.

Saiba mais: Calor ameaça a saúde do trabalhador

Projeto de Lei pretende suspender NR 12

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A norma regulamentadora que prevê diretrizes para adequar as máquinas e equipamentos para prevenir riscos à saúde dos trabalhadores está sob ameaça. Projeto de Decreto de Lei de autoria do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB) que começou a tramitar na Câmara dos Deputados desde a terça-feira, 5, propõe a suspensão da vigência da NR 12, que determina uma série de medidas de proteção para diversos tipos de máquinas utilizadas na indústria e na agricultura.

Uma das justificativas do deputado é que “Será inviável produzir determinados produtos que atendam esta NR-12, ocasionando assim, a extinção destes produtos no mercado de consumo”. Além disso, também alega que o projeto é muito específico ao abordar máquinas de diferentes setores econômicos.

Econômico – O projeto, na verdade, busca dar força à insatisfação empresarial, que, por meio da CNI (Confederação Nacional da Indústria) vem se manifestando contra a aplicação da NR12, justificando que seriam necessários cerca de R$ 100 bilhões para realizar as adequações exigidas pela norma.

O protesto contraria o fato de os empresários também terem assinado a NR12, comprometendo-se assim com seu cumprimento. Isso porque eles são parte da Comissão tripartite do Ministério do Trabalho encarregada do assunto. “Quem participou, fez propostas de adequações”, lembra Rogério de Jesus Santos, assessor técnico da Secretaria Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho da Força Sindical.

Experiência – Tanto é uma questão econômica – e não técnica, como justifica o deputado Arnaldo Faria – que foi ignorado o fato de que a NR12 incorpora determinações já adotadas por diversas categorias por meio de acordos coletivos. “O que está na NR são experiências de acordos coletivos. Não tem ‘pegadinha’”. Uma delas é a Convenção Coletiva de Proteção de Riscos em Prensas e Similares, que era adotada pelo setor metalúrgico do Estado de São Paulo e que passou a integrar a NR12.

Além disso o projeto também põe em xeque o próprio debate entre diferentes setores da sociedade. “Se esse projeto andar na Câmara, cai por terra toda a experiência de tripartismo”.

Marcos Martins realiza audiência pública sobre Mercúrio em SP

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Na quinta-feira, 12, a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) sediará audiência pública “Mercúrio Zero, Veto Não”, a ser presidida pelo deputado estadual Marcos Martins. O evento acontece às 9h.

Na audiência, o deputado debaterá com a sociedade o veto do governador Geraldo Alckimin ao PL (Projeto de Lei) 768/11. De autoria de Marcos Martins, o texto prevê a eliminação progressiva do uso do mercúrio em equipamentos de hospitais públicos do Estado. Além disso, também serão abordados os malefícios causados pelo mercúrio à saúde e ao meio ambiente.

Os convidados que comporão a mesa de trabalho são: Dra. Márcia Mello Correia (Serviço de Saúde Ocupacional, HCFMUSP); Benedito Alves de Souza (Cons. Est. de Saúde | Sindicato dos Químicos de São Paulo); Zuleica Nycz (Dir. da TOXISPHERA – Associação de Saúde Ambiental do Paraná); Paulo Lemgruber (Ass. Jurídico da AEIMM | Doutorando em Direito do Trabalho, USP); Jeffer Castelo Branco (Coord. da Asssoc. de Combate aos Poluentes – ACPO); Dra. Marcília de Araújo Medrado Faria (Médica USP); Gilberto Almazan (Dir. do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região) e Dra. Cecília Zavariz (Médica do Trabalho – DRT/SP).

SERVIÇO:
O que: Audiência Pública: Mercúrio Zero, Veto Não
Onde: Auditório Teotônio Vilela – Assembleia Legislativa de São Paulo (Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – 1º andar – Pq. do Ibirapuera / SP)
Quando: 12 de setembro
Horário: A partir da 9h

Conselheiros da Previdência discutem mecanismos de informação

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Na próxima quinta-feira, 5, os conselheiros da Previdência Social, entre eles os diretores do Sindicato Marcos Roca, Hermar Pereira da Silva, Joaquim Antonio e Luiz Santiago da Silva,  se reunirão para discutir sobre os mecanismos de acesso a informação adotados pela pasta. O encontro acontecerá, a partir das 9h, no Ciesp de Osasco, no Jardim Piratininga.

A reunião, que é aberta ao público, também contará com uma palestra sobre os programas adotados, como o e-recursos, por meio dele é possível consultar os processos. Para participar, o interessado basta comparecer a Rua Paula Rodrigues, 61, Jardim Piratininga, em Osasco. Esta é uma ótima oportunidade para a população conhecer melhor os serviços prestados pela a previdência.

Conselho - Os diretores do Sindicato  representaram os aposentados, pensionistas e trabalhadores na previdência regional. Entre os principais deveres do conselheiros estão: ampliar o diálogo entre a Previdência e a sociedade; acompanhar a implementação local da política previdenciária e apresentar propostas para aperfeiçoá-la, entre outros.

Sindicato pede fiscalização e Gerência só chega após segundo acidente

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[Texto atualizado 23/08/2013] – Sem tréguas para acidentes. É o que o Sindicato pretendia quando solicitou em 1º de julho uma fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego na JL Capacitores, em Tamboré, após um companheiro ter sofrido fraturas. No entanto, a fiscalização só aconteceu no dia 6 de agosto, quando outro acidente já havia ocorrido.

O primeiro aconteceu em 10 de junho. A vítima foi o metalúrgico Gerson Moreira de Souza, que se acidentou no momento em que operava uma prensa e teve dedos fraturados. O Sindicato tomou conhecimento do acidente apenas semanas depois e pediu fiscalização urgente.

Antes que ela acontecesse, outro trabalhador foi vitimado. Desta vez o caso foi ainda mais grave. Uma máquina de enrolamento automático provocou a amputação de uma parte do dedo da companheira Iolanda Daniel da Cruz Silva. O acidente aconteceu em 19 de julho. Mais uma vez o Sindicato pediu urgência na fiscalização.

Segundo o diretor do Sindicato Alex da Força, o auditor fiscal chegou à empresa devido ao primeiro pedido de fiscalização. “Quando chegou na empresa, o auditor fiscal tomou conhecimento do segundo acidente e realizou a fiscalização dos dois”, explicou.

Para Alex, a fiscalização deve ser mais ágil, porém nada exclui a responsabilidade das empresas de oferecer um local de trabalho saudável. “Infelizmente, muitos empresários acreditam que investir em segurança e prevenção nos ambientes de trabalho são custos, pois não são a vida e a saúde deles que estão em riscos”, enfatizou.

Notificação – Após a fiscalização, a empresa foi notificada a apresentar diversos documentos à Gerência, a ser entregues no dia 11 de setembro. Entre eles estão laudos de conclusão de apuração dos dois acidentes e a comprovação de adequação das máquinas de enrolamento automático e prensa de fechamento de capacitores, conforme a NR-12 (Norma Regulamentadora), que regulamenta os padrões de segurança em máquinas e equipamentos.

Assembleia - Na sexta-feira, 23, o Sindicato realizou uma assembleia em frente a JL para passar informações sobre a atuação do Sindicato em relação aos acidentes. Durante o evento, os companheiros fizeram um minuto de silêncio em memória as vítimas de acidentes de trabalho. Além disso, assim como aconteceu na Mineração Taboca, em Pirapora, o Sindicato organizou uma performance teatral. Nela, um trabalhador representando a morte leva marteladas da CIPA, referenciando a desaprovação do ocorrido.

Para recordar – A performance também é um resgate de uma antiga seção do Visão Trabalhista, chamada de“Martelo”. Nela, o Sindicato destacava o descaso de empresas com os direitos e saúde dos trabalhadores. Logo, martelava tudo aquilo que não agradava a categoria. [Fotos: Joicy Costim]

Fiscalização mantem 36 máquinas da Bergson interditada

Por falta de segurança, as 36 máquinas da Bergson, de Osasco, completam nesta semana um mês de interdição. Na quinta-feira, 15, a Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Osasco fez mais uma fiscalização, acompanhada pelo Sindicato, e apontou as modificações que devem ser feitas nas máquinas. Agora a Gerência vai acompanhar as modificações e rever se são suficientes para garantir a integridade dos trabalhadores.

Relembre o caso - A fiscalização, que provocou a interrupção da fábrica, foi realizada no dia 24 de julho. O Sindicato só tomou conhecimento do caso 12 dias depois, quando foi chamado para participar de uma mesa redonda.

Em resumo, as máquinas foram interditadas porque a empresa não cumpria as regras da NR-12 (Norma regulamentadora), que regulamenta os padrões de segurança em máquinas e equipamentos.

Metalúrgico da Tecnoestamp morre, após acidente

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Mais um companheiro metalúrgico engrossou as estatísticas de vítima fatal de acidente de trabalho. Desta vez, a estatística tem rosto, nome e atuava na Tecnoestamp, de Cotia, há mais de dois anos. Seu nome era Admilson dos Santos, de 28 anos, após acidente o companheiro foi submetido a duas cirurgias, não resistiu e morreu em 10 de julho.

De acordo com o pedido de fiscalização, emitido pelo Sindicato, o acidente de Santos aconteceu no dia 5 de junho, “quando ele operava uma máquina de prensa e teve um objeto arremessado contra seu abdômen”. O companheiro foi socorrido, mas naquele momento o hospital não detectou nenhum problema e o liberou. No entanto, o metalúrgico sentia dores e na terceira ida ao hospital os médicos detectaram que o acidente havia perfurado os órgãos do trabalhador.

O Sindicato só tomou conhecimento do caso depois de exatamente um mês do acontecido. Quando Santos já havia passado por duas cirurgias e corria grave risco de morte. Santos morreu na mesma semana em que o Sindicato solicitou fiscalização urgente do acidente à Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Osasco.

O Sindicato lamenta a morte do companheiro, e aguardará o relatório da Gerência para tomar outras providências para que novas tragédias como esta não ocorram.

 

Sindicato discute Amianto e Cipa em Ciclo de Debates

Os males provocados pelo amianto e do trabalho do cipeiro na prevenção de acidentes foram os principais temas de debate na 34º edição do Ciclo de Debates, que aconteceu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região na quinta-feira, 4. O tradicional evento sobre saúde e segurança realizado pela entidade contou com palestras de Fernanda Gianazzi, auditora do Ministério do Trabalho, e de João Scaboli, secretário de Saúde da Força Sindical.

Durante o evento, Fernanda apresentou dados que revelam que o Brasil ainda está muito longe de se tornar um país livre do amianto, a exemplo do Canadá. Pelo contrário, o país, em 2012, tinha 15,14% da produção mundial. Além disso, a auditora abordou os males provocados pela fibra, como o câncer de pulmão.

A participação de Fernanda também marcou sua despedida do Ministério, já que ela se aposenta da fiscalização, “mas não da militância”, como ela mesma fez questão de enfatizar.

Cipa – Scaboli tratou do trabalho da Cipa e dos desafios para que a comissão cumpra seu papel. Um deles é a mudança da NR5 (Norma Regulamentadora), que padroniza a ação do cipeiro. “Temos de preparar o cipeiro, melhorar a NR5 e ampliar o mandato”, defendeu.

Também participaram do evento o superintendente Regional do Trabalho de São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, e a presidenta do Fundacentro, Maria Amélia de Souza Reis, sindicalistas e metalúrgicos da região.

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